quinta-feira, 2 de março de 2017

A Caravana de Março de 2017

 OS ANIMAIS PODEM REENCARNAR
Em entrevista ao Jornal da Orla, a veterinária Irvênia Prada explica os conceitos da espiritualidade animal.
Jornal da Orla - Allan Kardec e Chico Xavier mencionaram a espiritualidade animal em suas obras. Os animais têm alma?
Irvênia Prada
 - Tanto em obras básicas da codificação da Doutrina Espírita, a exemplo de O Livro dos Espíritos e A Gênese, como em obras psicografadas por Chico Xavier, a exemplo de Evolução em Dois Mundos e Missionários da Luz, de autoria do Espírito André Luiz, é significativo o volume de informações que encontramos a respeito da essência espiritual dos animais. Sim, os animais têm alma, como nos elucida, dentre outros, o item 597 de O Livro dos Espíritos. Melhor seria dizer que eles são princípios inteligentes ora encarnados nos corpos que lhe correspondem, dependendo de seu estágio evolutivo. Também em A Gênese, de Kardec (III. 21), lemos: – “A verdadeira vida, do animal, tal como a do homem, não se encontra no envoltório corporal... ela está no princípio inteligente, que preexiste e que sobrevive ao corpo”. Em carta de próprio punho, escrita por Chico Xavier, na data de 25/01/51, a Wantuil de Freitas, então presidente da Federação Espírita Brasileira, o respeitado médium relata que no momento da morte de seu cão Lorde, vê o espírito de seu irmão José, já desencarnado, acolher nos braços o espírito do Lorde. Acrescenta ainda que nos meses que se seguiram, quando José lhe vinha ter à presença, aparecia sempre acompanhado da figura espiritual do cão que tanto estimavam. Este lindo caso de sobrevivência do animal, à morte do corpo físico, acha-se registrado no livro Testemunhos de Chico Xavier, de Suely Caldas Schubert.
O que acontece quando os animais morrem?
Em O Livro dos Espíritos, itens 283 e 600, temos a informação de que os espíritos dos animais são classificados após a morte, pelos espíritos humanos incumbidos disso (espíritos zoófilos), sendo utilizados quase que  imediatamente para animar novos corpos.
Existe reencarnação dos animais?
Sim, os animais reencarnam (O Livro dos Espíritos, itens 132, 599 e 601). É por intermédio do processo reencarnatório que acontece a progressiva evolução do espírito, que estagia na matéria, desde formas animais muito simples até as muito complexas, como as que se observam nos diferentes grupos de mamíferos, entre estes incluindo-se o próprio ser humano.
Para o espírito André Luiz (Evolução em Dois Mundos, cap. V), figura central do filme ora em cartaz “Nosso Lar”, as células já se apresentam como princípios inteligentes, renovando-se continuamente no corpo físico e no corpo espiritual. Para o meu entendimento, e com base nesse texto de André Luiz, o processo reencarnatório já se verifica a nível celular. Hoje a reencarnação passa a ser considerada como uma hipótese, dentro da ciência, conforme considera, em seu livro A Reencarnação como Lei Biológica, o médico brasileiro Décio Iandoli Junior.
Existem animais que sofrem no mundo. Pode-se dizer que os animais também passam pelo carma?
Os animais sofrem, sim, e muito, neste mundo, principalmente à custa das ações egocentradas do ser humano. Mas o sofrimento deles não se encontra ligado à expiação (O Livro dos Espíritos, item 602), ou seja, a um carma, a um reajuste de contas de ações do passado.
Em O Mistério do Ser ante a Dor e a Morte, Herculano Pires, registra que “os animais sofrem porque evoluem e porque toda evolução é sempre acompanhada das dores do parto que anunciam as transações evolutivas para planos superiores...”. Também o espírito Emmanuel, em página psicografada  por Chico Xavier (“Animais e Sofrimento”), questiona de início: “Se os animais estão isentos da lei de ação e reação, já que não têm culpas a expiar, de que maneira se lhes justificar os sacrifícios e aflições? ”Mas esclarece a seguir (em resumo): “...compreendamos, desse modo, que o sofrimento é ingrediente inalienável no prato do progresso.”
Um animal pode aperfeiçoar-se a ponto de se tornar um espírito humano? Existe transição dos mundos?
A Biologia e a Antropologia descobriram evidências de que as espécies integrantes do gênero humano evoluíram a partir do Australopitecus, uma espécie de macaco de postura ereta, que teria vivido no sul da África há cerca de 4 milhões de anos, o que por si só é indicativo de que não há como se considerar o ser humano como uma criatura à parte, tendo-se em conta o processo evolutivo dos organismos materiais. É muito interessante o fato de que Darwin (1809-1882) e Kardec (1804-1869) foram contemporâneos.  
Apesar das polêmicas repercussões sociais e religiosas que a teoria darwiniana provocou, na época, com a publicação de “A Origem das Espécies” (1859), Kardec entendeu a validade da proposta, pois em sua obra A Gênese, XI. 15 e 16 (1868) considera, com o título “Hipótese sobre a Origem do Corpo Humano”, a possibilidade de que “...Corpos de macacos teriam sido muito adequados a servir de vestimentas aos primeiros Espíritos humanos, necessariamente pouco avançados, que vieram encarnar-se na Terra...
Como não há transições bruscas na natureza, é provável que os primeiros homens que apareceram sobre a Terra pouco diferissem do macaco, em sua forma exterior, e, sem dúvida, também, quanto à sua inteligência...”.  Portanto, considerada essa hipótese, é perfeitamente válida a ideia de que o princípio inteligente que animava um animal, no caso um macaco, no progredir do processo evolutivo tenha animado um corpo humano. Tanto a evolução orgânica quanto a evolução espiritual pode também acontecer em outros locais do espaço, de mesmo estágio que a Terra, ou de padrão superior ou inferior a ela. “Todos os mundos são solidários: o que não se faz num, pode fazer-se noutro” (O Livro dos Espíritos, item 176).
Os animais possuem sentimentos? É verdade que alguns deles têm a capacidade de pressentir acontecimentos?
Segundo registros históricos, Descartes, um dos grandes filósofos responsáveis pela Revolução Científica do século XVII, por influência religiosa teria admitido que sendo a sensibilidade atributo da alma, e sendo a alma privilégio apenas dos seres humanos, não restaria para os animais outra alternativa do que serem considerados máquinas insensíveis e automatizadas, movidas apenas por uma espécie de combustível, o instinto.
Felizmente, iniciaram-se na metade do século XX importantes pesquisas científicas no campo da Biologia, da Etologia e da Neurociência, que vieram demonstrar de maneira inequívoca que os animais são seres sencientes, ou seja, que têm sensibilidade, inteligência e memória, além da capacidade de aprender coisas novas, de associar ideias, de montar estratégias de comportamento individual ou em grupo e de planejar ações futuras. Interessante é a constatação de que em obras básicas da Doutrina Espírita, como O Livro dos Espíritos e A Gênese, encontramos claro o conceito de que os animais são seres inteligentes. Também é considerável, na literatura espírita, o número de publicações que aludem à sensibilidade dos animais e à sua capacidade afetiva, a exemplo de Memórias do Padre Germano (com seu cão Sultão), de Amália Domingos Soler e Gênese da Alma, de Cairbar Schutel, em que são narrados diversos casos envolventes, com a participação de animais. Os animais podem ver espíritos e sentir a sua presença, haja vista o caso bíblico da Mula de Balaão, em que o anjo se mostrou primeiro à montaria. Por essa razão, e também por seus sentidos orgânicos aguçados, eles são capazes de perceber ou mesmo de prever, mais do que nós, algumas ocorrências, agindo como verdadeiras “sentinelas”.
Quais são as semelhanças e diferenças entre a espiritualidade humana e a espiritualidade animal?
Não há nenhuma diferença entre a essência espiritual dos seres humanos e a essência espiritual dos animais, pois a inteligência de ambos os grupos emana do mesmo princípio – o princípio espiritual ou princípio inteligente (O Livro dos Espíritos, item 606a). As diferenças ocorrem em função do estágio evolutivo em que se encontra cada espécie, cada comunidade e mesmo cada indivíduo. Por exemplo, em nossas primeiras encarnações como seres humanos, neste planeta, com certeza pouco diferíamos do macaco, em nossa forma exterior e, sem dúvida, também quanto à nossa inteligência... (A Gênese, de Kardec, XI. 15 e 16). O mesmo conceito encontramos em O Livro dos Espíritos, item 849, em que lemos: “Qual é, no homem em estado selvagem (eu entendo que Kardec referia-se ao homem “primitivo”), a faculdade dominante: o instinto ou o livre-arbítrio?” Resposta: “O  instinto...”.
No livro "A Questão Espiritual dos Animais", a senhora destaca que os homens são tutores dos animais. Como a senhora explica esse conceito? Qual é a responsabilidade do ser humano no tratamento com os animais?
Hoje temos a exata noção de que os animais são seres que além de terem inteligência, sensibilidade, memória, afetividade e outros atributos, também são suscetíveis à vivência de dores físicas e de sofrimentos psíquicos. A coisa então mudou radicalmente, impelindo-nos a profundas reflexões de natureza ética. Admitir como possibilidade dentro da ciência, que os animais têm outra dimensão, além do corpo físico, faz toda a diferença. Não importa o nome que se dê a essa dimensão abstrata. Pode ser metassistema - como referem alguns físicos, pode ser mente, psique, psiquismo, alma ou espírito, não importa... O fato é que precisamos rever todas as nossas atitudes em relação a eles, nossos companheiros de jornada evolutiva. Em Missionários da Luz, de André Luiz, o mentor Alexandre aconselha: “A missão do superior é a de amparar o inferior e educá-lo...Sem amor para com os inferiores não podemos aguardar a proteção dos superiores”. Se é que podemos nos considerar “superiores” aos animais, acoplada a essa condição vem a nós o dever de respeitá-los como seres que sofrem e que têm direito à própria vida. Como refere Frifjof Capra em Pertencendo ao Universo, “não somos donos do mundo, apenas pertencemos a ele”.
Simpósio de Estudos e Práticas Espíritas de Pernambuco
http://simespe.blogspot.com.br/2010/11/os-animais-podem-reencarnar-diz.html
PERANTE OS ANIMAIS
Abster-se de perseguir e aprisionar, maltratar ou sacrificar animais domésticos ou selvagens, aves e peixes, a título de recreação, em excursões periódicas aos campos, lagos e rios, ou em competições obstinadas e sanguinolentas do desportismo.
Há divertimentos que são verdadeiros delitos sob disfarce.
No contato com os animais a que devote estima, governar os impulsos de proteção e carinho, a fim de não cair em excessos obcecantes, a pretexto de amá-los. Toda paixão cega a alma.
Esquivar-se de qualquer tirania sobre a vida animal, não agindo com exigências descabidas para a satisfação de caprichos alimentares nem com requintes condenáveis em pesquisas laboratoriais, restringindo-se tão-somente às necessidades naturais da vida e aos impositivos justos do bem.
O uso edifica, o abuso destrói.
Opor-se ao trabalho excessivo dos animais, sem lhes administrar mais ampla assistência.
A gratidão também expressa justiça.
No socorro aos animais doentes, usar os recursos terapêuticos possíveis, sem desprezar mesmo aqueles de natureza mediúnica que aplique a seu próprio favor.
A luz do bem deve fulgir em todos os planos.
Apoiar, quanto possível, os movimentos e as organizações de proteção aos animais, através de atos de generosidade cristã e humana compreensão.
Os seres da retaguarda evolutiva alinham-se conosco em posição de necessidade perante a lei.
 “Todas as vossas coisas sejam feitas com caridade.” — Paulo. (I CORÍNTIOS, 16:14.)
CONDUTA ESPÍRITA, Cap. 33 - Pelo Espírito André Luiz. Psicografado por Francisco Cândido Xavier.
  


AJUDE-NOS A AJUDAR, TORNANDO-SE ASSOCIADO DO CENMC

LIVRO DO MÊS



   TODOS OS ANIMAIS MERECEM O CÉU
Marcel Benedeti – Espírito André Luiz
Sua narrativa conta como é a vida espiritual dos animais. A eutanásia, a reencarnação, a vida dos animais naquela dimensão e o sofrimento como meio de aprendizado e evolução. Inclui temas como a existência de colônias que cuidam dos animais na espiritualidade e comenta sobre os trabalhos das equipes espirituais que se ocupam com eles.

COORDENAÇÃO DE ATIVIDADES ASSISTENCIAIS
AMBULATÓRIO MÉDICO
Quartas-feiras, às 14h.
CAMPANHA DO QUILO
2º domingo do mês, às 9h.
DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS
1º domingo do mês, às 9h.
DISTRIBUIÇÃO DE ENXOVAIS PARA BEBÊS
Inscrição: segundas-feiras, às 15h (a partir do 7º mês).
Distribuição: última segunda-feira do mês, às 15h.
DISTRIBUIÇÃO DE LEITE-CRIANÇAS ATÉ 3 ANOS
Segundas-feiras, às 14h.
DISTRIBUIÇÃO DE ROUPAS E CALÇADOS
Quartas-feiras, às 14h30min.
OFICINA DE INFORMÁTICA
Crianças da Evangelização: sábados, das 9h15min às 10h30min.
Centro de Evangelização Escola Teresa de Jesus: quartas, das 9h às 11h.
OFICINA DE PINTURA, PONTO DE CRUZ E CROCHÊ
Segundas, às 14h.
SALA DE COSTURA / BAZAR
Segundas-feiras, às 14h.
SOPA DAS QUARTAS-FEIRAS
Quartas-feiras, às 14 h.
SOPA DA POPULAÇÃO EM RUA
3º sábado do mês.

CAMPANHAS EM ANDAMENTO

Leite em pó integral, óleo vegetal, sal, espaguete, farinha de mesa e fubá; cobertores de adultos; conjuntinhos de camisinhas de pagão de malha, fraldas de tecido, calças enxutas, chupetas, mamadeiras, tecidos para lençóis e toalhas de banho para recém-nascidos (cores neutras, para ambos os sexos), mamadeiras, sabonetes infantis e alfinetes para fraldas.
Agradecemos pela grande colaboração!

REUNIÕES PÚBLICAS
PROGRAMAÇÃO DE MARÇO DE 2017
DOMINGOS, ÀS 9H
DIA
TEMA
05
PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS
12
ATRIBUTOS DA DIVINDADE
19
ESPÍRITO E MATÉRIA
26
ESPÍRITOS ERRANTES
SEGUNDAS-FEIRAS, ÀS 20H
DIA
TEMA
06
PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS
13
ATRIBUTOS DA DIVINDADE
20
ESPÍRITO E MATÉRIA
27
ESPÍRITOS ERRANTES
QUINTAS-FEIRAS, ÀS 14H30MIN
DIA
TEMA
02
PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS
09
ATRIBUTOS DA DIVINDADE
16
ESPÍRITO E MATÉRIA
23
ESPÍRITOS ERRANTES
30
MUNDOS TRANSITÓRIOS
SEXTAS-FEIRAS, ÀS 20H
DIA
TEMA
03
PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS
10
ATRIBUTOS DA DIVINDADE
17
ESPÍRITO E MATÉRIA
24
ESPÍRITOS ERRANTES
31
MUNDOS TRANSITÓRIOS
SÁBADOS, ÀS 15H
DIA
TEMA
4
PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS
11
ATRIBUTOS DA DIVINDADE
18
ESPÍRITO E MATÉRIA
25
ESPÍRITOS ERRANTES

CENTRO ESPÍRITA NAIR MONTEZ DE CASTRO
Presidente: Teresinha C. Maranhão
Vice-Presidente: Terezinha Vianna
Rua Vilela Tavares 173 - Lins de Vasconcelos
Rio de Janeiro/RJ - CEP: 20.725-220
CNPJ: 73.956.559/0001-63 - Telefone: 2595-5462
Inscrição Estadual: 346.856.00
Inscrição Municipal: 02432170



COORDENAÇÃO DE ASSUNTOS DOUTRINÁRIOS
ATENDIMENTO FRATERNO
§ Segundas, das 19h45min às 20h20min.
§ Terças, das 16h45min às 17h20min.
§ Quintas, das 14h40min às 15h20min e 19h.
§ Sextas, das 17h às 18h30min.
§ Domingo, das 8h30min às 9h.
CENTRO DE EVANGELIZAÇÃO “ESCOLA TERESA DE JESUS”
§ Segundas, quartas e sextas, das 8h às 11h.
ESDE - Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita INTRODUTÓRIO:
§ Sextas, das 20h às 21h30min.
§ Sábados, das 16h45min às 18h15min.
ESDE - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO:
§ Domingos, das 8h às 9h30min.
§ Sextas, das 20h às 21h30min.
§ Sábados, das 16h45min às 18h15min.
ESDE -OLIVRO DOS MÉDIUNS
Sábados, das 16h45min às 18h15min.
ESTUDO DO EVANGELHO
(Trabalhadores do CENMC)
§ Segundas-feiras, às 16h.
ESTUDO DO LIVRO MISSIONÁRIOS DA LUZ
§ Segundas, das 19h40min às 21h10min.
§ Quintas, das 16h30min às 18h.
CURSO DE ESPERANTO
§ Quintas-feiras, das 10h às 11h30min.
EVANGELIZAÇÃO
§ Sábados, das 9h15min às 10h30min e 15h às 16h.
JUVENTUDE I E II
§ Sábados, das 15h às 16h.
REUNIÃO DE DISCIPLINA MEDIÚNICA
Segundas, às 18h45min; terças, às 18h; quartas, às 16h15min e às 20h; sábados, às 14h30min.
REUNIÕES PÚBLICAS
Segundas e sextas, às 20h; quintas, às 14h30min; sábados, às 15h; domingos, às 9h.
REUNIÕES DE TRATAMENTO
Terças, às 18h; quintas, às 19h30min; sextas, às 18h (para depressivos).