domingo, 31 de janeiro de 2016

A Caravana de Fevereiro de 2016


LIÇÕES PROVEITOSAS
A cidade, regorgitante, era um pandemônio. A multidão de desencarnados, que se misturava à mole humana em excitação dos sentidos físicos, dominava a paisagem sombria das avenidas, ruas e praças feericamente iluminadas, mas cujas luzes não venciam a psicosfera carregada de vibrações de baixo teor. Parecia que as milhares de lâmpadas coloridas apenas bruxuleavam na noite, como ocorre quando desabam fortes tempestades. Os grupos mascarados eram acolitados por frenéticas massas de seres espirituais voluptuosos, que se entregavam a desmandos e orgias lamentáveis, inconcebíveis do ponto de vista terreno. Uns magotes desenfreados atacavam os burlescos transeuntes, tentando prejudicá-los com as induções nefastas que se permitiam transmitir. Outros, compostos de verdugos que não disfarçavam as intenções, buscavam as vítimas em potencial para alijá-las do equilíbrio, dando início a processos nefandos de obsessões demoradas. Podíamos registar que muitos fantasiados haviam obtido inspiração para as suas expressões grotescas, em visitas a regiões inferiores do Além, onde encontravam larga cópia de deformidades e fantasias do horror de que padeciam os seus habitantes em punição redentora, a que se arrojavam espontaneamente. As incursões aos sítios de desespero e loucura são muito comuns pelos homens que se vinculam aos ali residentes pelos fios invisíveis do pensamento, em razão das preferências que acolhem e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo. Fixados como clichês mentais, ressurgem na consciência e são recopiados pelos que lhes estão habituados, recompondo, na extravagância do prazer exacerbado, a paisagem donde procedem e à qual se vinculam. A sucessão de cenas, deprimentes umas, selvagens outras, era constrangedora. Sempre atento, o Mentor, com delicadeza, advertiu-me: - Miranda, de nossa parte, nenhuma censura ao comportamento dos nossos irmãos. Grande, expressiva faixa da humanidade terrena transita entre os limites do instinto e os pródromos da razão, mais sequiosos de sensações do que ansiosos pelas emoções superiores. Natural que se permitam, nestes dias, os excessos que reprimem por todo o ano, sintonizados com as Entidades que lhes são afins. É de lamentar, porém, que muitos se apresentam, nos dias normais, como discípulos de Jesus, preferindo, agora, Baco e os seus assessores de orgia ao Amigo Afetuoso... "Perdendo-se nos períodos mais recuados, as origens do carnaval podem ser encontradas nas bacanalia, da Grécia, quando era homenageado o deus Dionísio. Anteriormente, os trácios entregavam-se aos prazeres coletivos, como quase todos os povos antigos. Mais tarde, apresentavam-se estas festas, em Roma, como saturnalia, quando se imolava uma vítima humana, adredemente escolhida, no seu infeliz caráter pagão. Depois, na Idade Média, aceitava-se com naturalidade: Uma vez por ano é lícito enlouquecer, tomando corpo, nos tempos modernos, em três ou mais dias de loucura, sob a denominação, antes, de tríduo momesco, em homenagem ao rei da alegria..."
Há estudiosos do comportamento e da psique, sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira sílaba de cada palavra compôs o verbete carnaval. "Sem dúvida, porém, a festa é o vestígio da barbárie e do primitivismo ainda reinantes, e que um dia desaparecerão da Terra, quando a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real substituírem as paixões do prazer violento e o homem houver despertado para a beleza, a arte, sem agressão nem promiscuidade."
Livro: Nas Fronteiras da Loucura – Capítulo 6
Espírito Manoel Philomeno de Miranda – Psicografia de Divaldo Pereira Franco
CARNAVAL
O Brasil é um país de inúmeras festas.
É assombroso o número de feriados no calendário anual.
Mas, se somarmos os dias que são emendados, teremos ao longo do ano, mais de quinze dias parados. Segundo especialistas do assunto, os prejuízos são enormes para o país.
Agora, nesta época, temos o feriado de carnaval.
Em alguns lugares perde-se mais de uma semana de trabalho.
É o festejo da alegria num país de quase quarenta milhões de miseráveis.
Desde o início de janeiro a mídia vem explorando as folias de Momo, como se fosse o acontecimento mais importante do ano.
Fala-se em alegria, festa, colocar para fora as angústias contidas durante o ano passado. Infelizmente, os caminhos propostos nada têm a ver com alegria ou alívio de tensões.
Ligamos a televisão e ouvimos a batida repetitiva das escolas de samba, cujo valor folclórico e cultural foi lentamente sendo perdido.
Há muita gente que busca fazer do carnaval um momento de esperança, oportunizando empregos, abrigando menores e isso é muito valioso.
Entretanto, o grande saldo da festa se resume em duas palavras: ilusão e sensualidade.
Referimo-nos à ilusão dos entorpecentes, dos alcoólicos.
A ilusão de grandeza, que falsamente produz um imenso contraste entre a beleza da avenida e a subvida dos barracos.
Falamos da sensualidade que se torna material de venda, nos corpos desnudos e aparentemente felizes por fora, mas muitas vezes profundamente infelizes por dentro.
As emissoras não cansam de exibir os bailes, os concursos de fantasias, os desfiles, levando-os a todos os que se comprazem em observar a loucura.
Mas, ao longo do caminho, multiplicam-se os doentes de AIDS, os abortamentos, a pobreza e o abandono, a violência.
Com o risco de sermos taxados de moralistas, num tempo em que se perdem as noções de moralidade, não podemos deixar de analisar criticamente esses disparates do mundo brasileiro.
Em nenhum momento nos colocamos contra a alegria. Porém, será justo confundir euforia passageira com alegria real?
Alegria de verdade seria viver num lugar onde não houvesse fome, violência, tráfico de drogas e tráfico de influências.
Não podemos nos colocar contra o alívio de tensões. Entretanto, alívio real seria encontrar um caminho para os graves problemas que o país atravessa.
O carnaval é bem típico da alienação espiritual que a sociedade se permite.
De um lado, as falsas aquisições sociais de alguns, negadas pela agressividade de muitos; de outro, a falsa felicidade de quatro dias de folia, e trezentos e sessenta e um dias de novas e renovadas angústias.
Vale a pena?
Nessas horas, pessoas embriagadas, perdidas, usam um segundo de falso prazer, em troca de um enorme tempo de arrependimentos. Por quê?  - Perguntamos.
As pessoas pulam, vibram, e nem ao menos sabem o motivo da festa. Vão porque as outras pessoas também vão.
Enquanto a sociedade agir dessa forma, sem personalidade digna, dando valores justamente aos desvalores, as pessoas continuarão sofrendo as consequências de seus próprios atos.
***
Vamos fazer desses dias de feriado, dias de alegria verdadeira, em paz conosco mesmos.
Vamos meditar, ler, pensar. Vamos conviver com nossa família e amigos, trocar ideias salutares.
Vamos orar também por aqueles que ainda não tiveram consciência de fazer o bem conforme o Cristo nos recomendou, e padecem nesses instantes de euforia descontrolada.
Redação do Momento Espírita.
Em 22.5.2007.
"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação."

Chico Xavier & Emmanuel
REINÍCIO DAS ATIVIDADES
Informamos que as reuniões de Estudos, a Evangelização, a Mocidade e a Escola de Evangelização Mestra Teresa de Jesus, bem como a Sala de Costura, o Bazar e Ambulatório das quartas-feiras retornam suas atividades normais após o Carnaval.

CONVITE PARA O GRUPO DE ORAÇÕES
Convidamos a todos os frequentadores das palestras públicas para participarem do grupo de orações, bastando chegarem 20 minutos antes do início das reuniões públicas. As orações são direcionadas aos enfermos, aos suicidas, pela casa, pelo nosso país, pela paz no planeta, entre outros.
Direção do CENMC.

PERANTE AS FÓRMULAS SOCIAIS
Abolir o uso dispensável do luto e dos pêsames, por motivo de funerais, tanto quanto a participação em apadrinhamentos e cerimônias ritualísticas de qualquer natureza. O espírita não se prende a exterioridades. Nas visitas de confraternizações, suprimir protocolos ou etiquetas pretensiosas. A confiança pede clima familiar. Banir dos Templos Espíritas as cerimônias que, em nome da Doutrina, visem à consagração de esponsais ou nascimentos. O Espiritismo não pode olvidar a simplicidade cristã que ele próprio revive. Afastar-se de festas lamentáveis, como aquelas que assinalam a passagem do carnaval, inclusive as que se destaquem pelos excessos de gula, desregramento ou manifestações exteriores espetaculares. A verdadeira alegria não foge da temperança. Estudar previamente e com bastante critério as apresentações de pregadores ou médiuns, bem como as homenagens a companheiros e parentes encarnados e desencarnados, para não incorrermos na exaltação da vaidade e do orgulho ou ferir a modéstia e a humildade daqueles a quem prezamos. A lisonja é veneno em forma verbal. Proscrever o uso de distintivos e emblemas no movimento doutrinário. Excessiva exterioridade, afastamento da simplicidade cristã. Dispensar sempre as fórmulas sociais criadas ou mantidas por convencionalismos ou tradições que estanquem o progresso. Toda complexidade atrasa o relógio da evolução “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado”. — Jesus. (MARCOS, 2:27.)
Livro Conduta Espírita - Capítulo 37, página 58.
Espírito André Luiz, psicografia de Waldo Vieira.


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LIVRO DO MÊS




O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Por Allan Kardec
Terceira das cinco obras que constituem a base da Codificação Espírita, “O Evangelho segundo o Espiritismo” encerra um conjunto de ensinamentos de cunho moral transmitidos por Espíritos Superiores, organizados e comentados por Allan Kardec.
É obra eminentemente consoladora, de cunho evangélico, que trará ao leitor a verdadeira e importante dimensão da figura de Jesus.

COORDENAÇÃO DE ATIVIDADES ASSISTENCIAIS
AMBULATÓRIO MÉDICO
Quartas-feiras, às 14h.
CAMPANHA DO QUILO
2º domingo do mês, às 9h.
DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS
1º domingo do mês, às 9h.
DISTRIBUIÇÃO DE ENXOVAIS PARA BEBÊS
Inscrição: segundas-feiras, às 15h (a partir do 7º mês)
Distribuição: última segunda-feira do mês, às 15h.
DISTRIBUIÇÃO DE LEITE-CRIANÇAS ATÉ 3 ANOS
Segundas-feiras, às 14h.
DISTRIBUIÇÃO DE ROUPAS E CALÇADOS
Quartas-feiras, às 14h30min.
OFICINA DE INFORMÁTICA
Crianças da Evangelização: sábados, das 9h15min às 10h30min.
Centro de Evangelização Escola Teresa de Jesus: quartas, das 9h às 11h.
OFICINA DE PINTURA, PONTO DE CRUZ E CROCHÊ
Segundas, às 14h.
SALA DE COSTURA / BAZAR
Segundas-feiras, às 14h.
SOPA DAS QUARTAS-FEIRAS
Quartas-feiras, às 14 h.
SOPA DA POPULAÇÃO EM RUA
3º sábado do mês.


CAMPANHAS EM ANDAMENTO

Leite em pó integral, óleo vegetal, sal, espaguete, farinha de mesa e fubá; cobertores de adultos; conjuntinhos de camisinhas de pagão de malha, fraldas de tecido, calças enxutas, chupetas, mamadeiras, tecidos para lençóis e toalhas de banho para recém-nascidos (cores neutras, para ambos os sexos), mamadeiras, sabonetes infantis e alfinetes para fraldas.
Agradecemos pela grande colaboração!

REUNIÕES PÚBLICAS
PROGRAMAÇÃO DE FEVEREIRO DE 2016
DOMINGOS, ÀS 9H
DIA
TEMA
07
CARNAVAL
14
AS TRÊS REVELAÇÕES: MOISÉS E CRISTO
21
AS TRÊS REVELAÇÕES: ESPIRITISMO
28
A NOVA ERA
SEGUNDAS-FEIRAS, ÀS 20H
DIA
TEMA
01
AS TRÊS REVELAÇÕES: MOISÉS E CRISTO
08
CARNAVAL
15
AS TRÊS REVELAÇÕES: ESPIRITISMO
22
A NOVA ERA
QUINTAS-FEIRAS, ÀS 14H30MIN
DIA
TEMA
04
AS TRÊS REVELAÇÕES: MOISÉS E CRISTO
11
AS TRÊS REVELAÇÕES: ESPIRITISMO
18
A NOVA ERA
25
A REALEZA DE JESUS
SEXTAS-FEIRAS, ÀS 20H
DIA
TEMA
05
AS TRÊS REVELAÇÕES: MOISÉS E CRISTO
12
AS TRÊS REVELAÇÕES: ESPIRITISMO
19
A NOVA ERA
26
A REALEZA DE JESUS
SÁBADOS, ÀS 15H
DIA
TEMA
06
CARNAVAL
13
AS TRÊS REVELAÇÕES: MOISÉS E CRISTO
20
AS TRÊS REVELAÇÕES: ESPIRITISMO
27
A NOVA ERA
  
CENTRO ESPÍRITA NAIR MONTEZ DE CASTRO
Presidente: Teresinha C. Maranhão
Vice-Presidente: Terezinha Vianna
Rua Vilela Tavares 173 - Lins de Vasconcelos
Rio de Janeiro/RJ - CEP: 20.725-220
CNPJ: 73.956.559/0001-63 - Telefone: 2595-5462
Inscrição Estadual: 346.856.00
Inscrição Municipal: 02432170
  

COORDENAÇÃO DE ASSUNTOS DOUTRINÁRIOS
ATENDIMENTO FRATERNO
§ Segundas, das 19h45min às 20h20min.
§ Terças, das 16h45min às 17h20min.
§ Quintas, das 14h40min às 15h20min e 19h.
§ Sextas, das 17h às 18h30min.
§ Domingo, das 8h30min às 9h.
CENTRO DE EVANGELIZAÇÃO “ESCOLA TERESA DE JESUS”
§ Segundas, quartas e sextas, das 8h às 11h.
ESDE - Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita INTRODUTÓRIO:
§ Sextas, das 20h às 21h30min.
§ Sábados, das 16h45min às 18h15min.
ESDE - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO:
§ Domingos, das 8h às 9h30min.
§ Sextas, das 20h às 21h30min.
§ Sábados, das 16h45min às 18h15min.
ESDE - O LIVRO DOS MÉDIUNS
Sábados, das 16h45min às 18h15min.
ESTUDO DO EVANGELHO
(Trabalhadores do CENMC)
§ Segundas-feiras, às 16h.
ESTUDO DO LIVRO OS MENSAGEIROS
§ Segundas, das 19h40min às 21h10min.
§ Quintas, das 16h30min às 18h.
CURSO DE ESPERANTO
§ Quintas-feiras, das 10h às 11h30min.
EVANGELIZAÇÃO
§ Sábados, das 9h15min às 10h30min e 15h às 16h.
JUVENTUDE I E II
§ Sábados, das 15h às 16h.
REUNIÃO DE DISCIPLINA MEDIÚNICA
Segundas, às 18h45min; terças, às 18h; quartas, às 16h15min e às 20h; sábados, às 14h30min.
REUNIÕES PÚBLICAS
Segundas e sextas, às 20h; quintas, às 14h30min; sábados, às 15h; domingos, às 9h.
REUNIÕES DE TRATAMENTO
Terças, às 18h; quintas, às 19h30min; sextas, às 18h (para depressivos).